Educar e Ensinar

Duas palavras parecidas, mas que carregam em si significados tão diversos, controversos e que são extremamente confundidos.

Se pegarmos o significado vindo do dicionário, comumente conhecido como “pai dos burros” pela minha geração de estudantes, encontraremos esses conceitos:

EDUCAR: dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade.

ENSINAR: Transmitir conhecimento sobre alguma coisa a alguém.

Mas seus significados vão muito além do que esses descritos. No meu olhar de educadora e de mãe, eles são definitivamente divididos entre duas importantes instituições que formam a personalidade e mudam a vida de qualquer ser humano: a família e a escola.

Educar perpassa pela ideia de formação do caráter. Ética, respeito, amor não são ensinados. O “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” nunca deu nem nunca dará certo. Ética, respeito e amor são repassados por meio do exemplo. É por meio da educação e não do ensino. Só falar não dá certo. É preciso existir a atitude.

Já ler, escrever, aprender sobre a história do mundo ou sobre as estações do ano, entre tantos outros assuntos, isso pode ser ensinado. Assuntos, conhecimentos podem ser instruídos.

Ensinar, então, é papel principal da família. Educar, da escola. Mas nossas escolas têm recebido muitas crianças que anseiam por serem educadas e que, muitas vezes, precisam ser educadas por seus professores porque passam a maior parte do seu dia na escola. Sem a convivência e, portanto, o exemplo de seus pais, procuram espelhar-se na figura do seu professor. Só que o estudante apenas passa na vida de um professor, mas são eternos na vida de seus pais.

Professores não deveriam assumir a função de educar; assim como os pais não deveriam delegar a educação de seus filhos a terceiros!

Viviani Guimarães

Neurocientista

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